Drogas e Diabetes, uma combinação arriscada

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O Dia Mundial da Saúde foi criado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 7 de abril de 1950, quando da realização da primeira assembleia desta instituição, criada um ano anos, em 7 de Abril de 1948, e é o esforço mais visível para chamar a atenção a um aspecto-chave global escolhido anualmente.

Este ano o tema do Dia Mundial da Saúde será o diabetes.

Pouca gente sabe, mas os portadores de diabetes enfrentam riscos adicionais por consumir drogas.

As drogas afetam o cérebro e o sistema nervoso, resultando em uma dificuldade maior em administrar algo como o diabetes, já que o risco de cetoacidose aumenta e, ao não tomar insulina suficiente ou não aplicar as injeções, o usuário pode se complicar. Isso sem falar no alto risco de desenvolver hipoglicemia.

A menos que o usuário de drogas esteja usando algum tipo de identificação sobre sua condição diabética, poderá receber a atenção requerida. Caso contrário, levará algum tempo para receber ajuda adequada.

Mais do que ninguém, o diabético deveria entender que é totalmente inadequado de um ponto de vista médico, bem como extremamente arriscado, utilizar, ou mesmo experimentar, qualquer tipo de droga.

Mesmo porque algumas drogas podem ter riscos ainda mais específicos associados aos vasos sanguíneos. A anfetamina, por exemplo, é conhecida por danificar o revestimento destes vasos, aumentando assim a curto ou longo prazo, os riscos de complicações decorrentes do diabetes.

Os efeitos sobre o metabolismo causados pelo uso de drogas tornam-se ainda mais intensos em quem já sofre com o diabetes.

A cocaína, por exemplo, é a droga que mais provoca infarto do miocárdio em jovens. Se esse jovem tem diabetes, o risco de infarto é ainda maior. O crack, por se tratar de uma forma de uso de cocaína que provoca dependência muito mais rápida, segue o mesmo caminho de risco.

Já a maconha pode comprometer a concentração, a memória e o raciocínio, levando o usuário a esquecer de sua dose de insulina.

Mas drogas casuais, ou ‘lícitas’, também apresentam os mesmos problemas, como o álcool.

Segundo Luiz Alberto Chaves de Oliveira, autor do livro Drogas no Ambiente de Trabalho, o álcool interfere na metabolização da glicose. O fígado percebe que está consumindo uma substância que deve ser rapidamente metabolizada. Começa, então, uma competição em toda a função hepática. A metabolização da glicose fica “para trás”. Por isso, o seu uso é tão perigoso para quem tem diabetes.

Segundo o Luiz Alberto, a ingestão excessiva de bebidas alcoólicas é tão nociva para o organismo, que muita vezes colabora com o aparecimento do diabetes tipo 2.

Outro risco é o de sofrer desidratação.

“O álcool é inibidor do hormônio antidiurético. A pessoa urina muito porque a produção desse hormônio diminui. Por isso é que, na ressaca, acontece uma sede fenomenal, já que o líquido foi perdido em excesso No entanto, quem bebe cerveja pensa que está se ‘hidratando’. Tal desidratação é ainda mais grave para quem tem diabetes”, esclarece Luiz.

 

Fonte: Grupo e Apoio aos Amigos Diabéticos – GAAD