Álcool e drogas resultam em menor grau de escolaridade

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Drogas e álcool, e até mesmo fumar cigarros, não se misturam com a obtenção de um diploma universitário.

É o que revela um novo estudo realizado na Escola de Medicina da Universidade de Washington (EUA) apontando que quanto mais cedo alguém começa a abusar das drogas e do álcool, menores são as chances da pessoa avançar na escolaridade e chegar a fazer uma faculdade ou até completar o ensino médio, por exemplo.

No estudo, foram analisados os históricos de mais de seis mil homens gêmeos que prestaram serviço militar aos Estados Unidos na época da Guerra do Vietnã. Os homens que se tornaram dependentes de nicotina, maconha, álcool ou outros tipos de drogas antes dos 14 anos se mostraram menos propensos a se formarem em uma faculdade ou colégio do que as pessoas que começaram a utilizar essas substâncias mais tarde, ou que nunca as usaram.

“Não podemos dizer que a dependência de drogas ou o uso de drogas no início provoca menor grau de escolaridade, mas vemos uma forte associação,” Julia D. Grant, principal autora do estudo. “Mesmo levando em conta a genética e os fatores ambientais, encontramos uma relação entre o uso de drogas e desempenho escolar”, disse ela.

Estudos anteriores sobre a relação entre o uso de drogas e educação produziram resultados mistos. Mas este estudo mostra um vínculo entre menos anos de escolaridade e o se envolver com bebidas alcoólicas antes dos 14 anos.

O uso excessivo de drogas e álcool é comumente ligado a problemas familiares, de relacionamento e trabalho. Com educação não tem se mostrado diferente – é prejudicial ao desempenho da mesma maneira.

“As drogas e o álcool afetam muitos marcos ao longo da vida, como o casamento, a paternidade e o emprego, que estão intimamente relacionados com a educação”, disse Grant. “Este estudo fornece mais evidências de que, como sociedade, precisamos continuar nossos esforços de saúde pública para reduzir o número de menores de idade bebendo, fumando e usando drogas”, concluiu ela.

 

Fonte: LiveScience

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